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Hospital realiza acesso transparietohepático para diálise de emergência pela primeira vez

 

Recentemente, o Hospital Dom Alvarenga recebeu um paciente de 29 anos, portador de insuficiência renal crônica, cujo estado de saúde era considerado grave potencialmente fatal por falência renal.

Em discussão clínica multidisciplinar, foi proposta a implantação de um acesso venoso transparietohepático para diálise, realizado pelo núcleo de Radiologia Intervencionista do Hospital Dom Alvarenga. Dr. Daniel Porto, Coordenador da especialidade, explica o procedimento realizado pela primeira vez em nosso Hospital:

“Trata-se de uma solução inovadora minimamente invasiva em que, através de um sistema de micropunção, avançamos através do lobo direito do fígado um acesso até a veia hepática direita e após estabelecer o trajeto progredimos um cateter duplo-lúmen até a câmara cardíaca do átrio direito”. Concluída a realização do procedimento, o paciente foi submetido à diálise com sucesso, retomando a estabilidade clínica com alta hospitalar e seguimento ambulatorial.

Essa técnica foi descrita inicialmente em 1994 e, desde então, tem se mostrado uma alternativa segura para esses casos. O acesso transparietohepático costuma reverter uma condição clínica crítica, sendo decisivo em manter expectativa de vida desses pacientes até o transplante.

“É um dos tantos outros procedimentos da especialidade de Radiologia Intervencionista que traz muita satisfação por ser decisivo em manter a vida dos nossos pacientes”, conclui Dr. Daniel Porto.

A IMPORTÂNCIA DA DIÁLISE

A realização de diálise é essencial à vida de pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica (IRC) Avançada enquanto aguardam o transplante renal, pois a diálise restabelece o equilíbrio hidroeletrolítico, corrige volemia, normaliza pH sanguíneo, elimina toxinas e excretas nitrogenadas. Uma situação gravíssima pode ocorrer em pacientes que aguardam por um longo tempo na fila de transplantes: o esgotamento vascular de todas as vias tradicionais de acesso para diálise, por falha na maturação e patência de uma fístula arterio-venosa e tromboses/estenoses (ou seja, obstrução das veias) de todas as vias de acesso venoso central (jugular, subclávia e femoral).

Publicado em: 26 de fevereiro de 2021

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