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GIST – Tumor estromal gastrointestinal: conheça mais sobre a doença

Os tumores estromais gastrointestinais (GIST) são considerados raros, correspondendo a 1% de todos os tumores do trato digestivo. Esse tipo de câncer tem origem nas células Cajal, que fazem parte do sistema nervoso e da parede intestinal, e é responsável pela mobilidade dos alimentos, fazendo com que eles se movimentem através do trato gastrointestinal.

Esses tipos de tumores são mais comuns em pessoas acima dos 50 anos e raros em indivíduos até os 20 anos. Os GIST podem se manifestar em diversas partes do sistema digestivo, mas 50% a 60% dos casos aparecem no estômago, 20% a 30% no intestino delgado, 10% no intestino grosso, 5% no esôfago e 5% em outras áreas abdominais.

O Dr. Cássio Barros, Cirurgião Oncológico do Aparelho Digestivo do Hospital Dom Alvarenga, ressalta que, como em outros tipos de tumores, o GIST não tem uma causa definida. “Diversos fatores podem desencadear o aparecimento de um câncer, como hábitos alimentares, sedentarismo, fumo e genética. Para o GIST não é diferente, mas devemos considerar também a idade, pois esse tipo de câncer é mais comum após os 50 anos”.

Sinais e sintomas

Os GIST não costumam manifestar sintomas, a não ser que estejam exageradamente grandes. Tumores pequenos podem ser identificados em exames de rotina, como endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia e tomografias.

Mesmo sem a manifestação de sintomas, Dr. Cássio reforça a importância de o indivíduo conhecer o seu próprio corpo. “Mesmo sem a manifestação clara de sintomas, o paciente precisa ficar atento aos sinais que o corpo apresenta, desconfiar que algo está errado e procurar ajuda. ”

É importante ficar em alerta se você apresentar os sintomas:
– Dor abdominal
– Inchaço no abdome
– Náuseas e vômitos
– Perda de peso
– Sangramento nos vômitos ou fezes

Tratamento

Dr. Cássio ressalta que cada paciente pode receber um tratamento diferente, a depender do tamanho do tumor e da condição clínica do indivíduo no momento do diagnóstico. “O tratamento preferencial, quando factível, é a ressecção da lesão tumoral. Porém, as vezes encontramos o tumor em um estado avançado, comprometendo outros órgãos, sendo necessário então outro recurso terapêutico. A quimioterapia é uma das opções de tratamento na doença avançada e quando o paciente apresenta boa resposta ao medicamento podemos considerar a realização da cirurgia de ressecção. Mas, tudo depende das condições clínicas do indivíduo e de como o tumor está se comportando no corpo do paciente. O tratamento ideal é escolhido e definido pelo médico junto com o paciente e/ou familiares”.

“Sabemos que o câncer é uma doença muito difícil de ser prevenida, mas precisamos fazer a nossa parte, como adotar hábitos saudáveis e manter acompanhamento médico regularmente. Um programa eficiente de rastreamento permite a detecção precoce de um tumor, além de aumentar as chances de um tratamento curativo”, diz Dr. Cássio.

A equipe de Oncologia do Hospital Dom Alvarenga está preparada para atendê-lo sempre que necessário.

Fonte: Dr. Cássio J. M. Barros, Cirurgião Oncológico do Aparelho Digestivo do Hospital Dom Alvarenga.

Publicado em: 20 de maio de 2021

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